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SciForesight

Síntese entre dimensões

Depois que a taxonomia de IA está construída, a pergunta deixa de ser "que temas existem" e passa a ser "que temas andam juntos". A tela de Síntese cruza duas dimensões do framework e oferece sete formas de olhar para esse cruzamento — cada uma responde a uma pergunta diferente.

No tutorial passo a passo · Módulo 7

Cruzar as dimensões na tela de síntese

Você saberá localizar concentrações, vazios e gargalos entre as dimensões do seu projeto.

Ver o passo a passo

O que está sendo cruzado

A unidade de cruzamento é a evidência: um trecho extraído de um abstract e classificado em uma subcategoria de cada dimensão. Quando a mesma publicação sustenta uma evidência de tecnologia e uma de metodologia, ela cria uma célula na interseção das duas. A contagem que aparece em qualquer um dos gráficos é sempre essa: quantas publicações sustentam simultaneamente os dois termos.

As dimensões disponíveis são as do framework do projeto — por padrão technology, methodology e results, mas o conjunto é editável e pode incluir dimensões próprias, como trl. Trocar o par de dimensões redesenha todos os gráficos sobre os mesmos dados.

As sete visualizações

VisualizaçãoPergunta que respondePapel das dimensões
Matriz hierárquicaOnde estão as concentrações e onde estão os vazios?Eixo Y (linhas) e eixo X (colunas); inverter transpõe a matriz.
TreemapQue proporção do corpus cada bloco temático ocupa?Agrupador (externo) e detalhe (interno); inverter troca o aninhamento.
Fluxo (Sankey)Por onde o volume passa e onde ele estrangula?Etapas ordenadas do fluxo, definidas em editor próprio.
Quadrantes 2x2O que já é liderança consolidada e o que ainda é oportunidade?Eixo vertical e eixo horizontal; inverter gira o plano.
SunburstComo o todo se decompõe em categorias e subcategorias?Agrupador (anel interno) e detalhe (anel externo).
Zoneamento por andaresQue termos fazem a ponte entre níveis do framework?Níveis empilhados, definidos em editor próprio.
Nuvem de palavrasQue termos dominam semanticamente uma dimensão isolada?Uma dimensão só — seletor de origem, sem par de eixos.
O nome do controle acompanha o gráfico
A mecânica é sempre a mesma — duas dimensões e um botão de inversão —, mas o rótulo muda conforme o papel que elas cumprem. Num treemap não existem colunas, então o controle fala em agrupador e detalhe; chamá-lo de "eixo X" ensinaria o modelo mental errado sobre o que a inversão faz.

Ler a matriz hierárquica

A matriz é a visualização mais densa e a que mais costuma ir para o relatório. Ela é desenhada em SVG vetorial, com divisores separando categorias de subcategorias nos dois eixos, e oferece controles que existem justamente porque termos técnicos são longos:

  • Granularidade. Alterna entre subcategorias e macrocategorias. Comece pelas macrocategorias para enxergar o desenho geral e desça para as subcategorias só quando a pergunta exigir.
  • Tamanho de célula e das fontes. Sliders independentes para eixos, categorias e subcategorias — o que é legível na tela raramente sobrevive à impressão sem ajuste.
  • Sobreposição numérica. Mostra a contagem dentro da célula ou apenas a intensidade da cor. Com o número visível, a figura sustenta a afirmação sozinha; sem ele, o padrão aparece mais rápido.
Célula vazia não é ausência de pesquisa
Um vazio na matriz significa que nenhuma publicação do corpus sustenta simultaneamente os dois termos — o que pode ser uma lacuna real, mas também pode ser efeito do recorte da busca, da cobertura da base ou de uma taxonomia fina demais. Antes de apresentar um vazio como oportunidade, verifique se ele sobrevive a uma granularidade mais grossa.

O assistente de discussão

Um painel lateral retrátil acompanha as sete visualizações e recebe como contexto o gráfico ativo: os rótulos, as contagens e, no Sankey, as transições entre etapas. Cada tipo de gráfico oferece atalhos próprios — lacunas e concentrações na matriz, proporção de volume no treemap, gargalos no fluxo, líderes e oportunidades nos quadrantes, decomposição radial no sunburst, pontes no zoneamento e centralidade semântica na nuvem.

As conversas ficam gravadas no banco do projeto, associadas ao estado do gráfico que as originou. Recolher o painel expande o visualizador para a largura inteira da tela.

A síntese é rascunho, não conclusão
O assistente lê os números do gráfico, não o corpus. Ele é útil para nomear um padrão e sugerir leituras, mas cada afirmação que entrar no relatório precisa ser conferida contra as evidências no painel human-in-the-loop e contra as publicações de origem.

Idioma dos rótulos

Três controles de idioma diferentes convivem no aplicativo, e confundi-los produz o sintoma clássico "escolhi inglês e as categorias continuam em português":

  1. Idioma da interface. Governa apenas menus, botões e rótulos de controle.
  2. Idioma de saída da IA. Definido no projeto. Decide em que idioma o pipeline gera categorias, subcategorias e descrições — é o único eixo que muda o que fica gravado no banco.
  3. Idioma do gráfico. Tradução posterior dos termos já gravados, guardada por projeto. Não gera nada novo: apenas troca a exibição.

Levar para fora

Todas as sete visualizações exportam imagem em PNG e SVG e os dados tabulares em CSV e Markdown. Cada download abre a caixa de diálogo "Salvar como" do sistema, de modo que o arquivo vai direto para a pasta do estudo em vez de se perder em Downloads. As convenções de figura e o que registrar junto de cada uma estão em Relatórios e exportação.

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