Mapas e visualizações
Mapas de rede são persuasivos mesmo quando estão errados. Esta página é sobre como lê-los com honestidade e como ajustá-los para que digam o que os dados sustentam.
Explorar as redes e exportar a figura
Você conseguirá isolar hubs ou cauda periférica e exportar a figura pronta para publicação.
Anatomia de um mapa de rede
| Elemento visual | O que representa |
|---|---|
| Nó | Uma entidade: autor, instituição, documento, termo ou depositante. |
| Tamanho do nó | Métrica escolhida — frequência, citações ou centralidade. |
| Aresta | Uma relação: coautoria, cocitação, coocorrência ou acoplamento. |
| Espessura da aresta | Intensidade da relação, isto é, quantas vezes ela se repete. |
| Cor | Comunidade detectada ou, em mapas temporais, período médio de atividade. |
| Proximidade | Resultado do algoritmo de layout — informativa, mas não uma medida exata. |
Filtros que mudam a leitura
- Limite mínimo de ocorrências. Aumentar o limiar reduz o ruído e, ao mesmo tempo, esconde justamente os sinais fracos que talvez sejam o objeto da análise.
- Recorte temporal. Comparar duas janelas lado a lado quase sempre revela mais do que um único mapa acumulado de vinte anos.
- Número de comunidades. A detecção depende de um parâmetro de resolução; convém verificar se os agrupamentos se mantêm estáveis quando ele varia um pouco.
- Exclusão de termos genéricos. Palavras como “método” ou “sistema” dominam mapas de coocorrência sem informar nada.
Ranquear e amostrar nós
Mapas grandes demais não se leem, e cortar pelo topo do grau é apenas um dos recortes possíveis. O painel de consulta oferece quatro critérios quantitativos de ordenação, e o recorte é feito por uma faixa inclusiva de posições — de 1 a 30, mas também de 31 a 60, o que permite examinar a segunda camada da rede sem que os hubs dominem a figura.
| Critério | O que mede | Quando usar |
|---|---|---|
NC — Citações normalizadas | Citações ajustadas pelo ano dentro do corpus, o que neutraliza a vantagem dos trabalhos mais antigos. | Comparar impacto entre gerações de publicações. |
TL — Total de vínculos | Grau não ponderado: com quantos outros nós este se conecta. | Identificar amplitude de articulação, independente da intensidade. |
TLS — Força total dos vínculos | Grau ponderado: a soma da intensidade de todas as conexões do nó. | Distinguir quem se conecta muito de quem se conecta forte. |
CBIS — Escore composto | Produto das três métricas anteriores, cada uma reescalada para o intervalo de 1 a 10 antes da multiplicação. | Seleção de amostra representativa quando nenhum eixo isolado deve prevalecer. |
O reescalonamento para o intervalo de 1 a 10 antes da multiplicação existe por um motivo prático: sem ele, um nó com zero citações zeraria o escore composto inteiro, ainda que fosse central na topologia. Ao selecionar qualquer nó, o quadro de detalhes mostra os valores brutos e os reescalados, de modo que o número na figura pode ser conferido.
Antes de colocar o mapa no relatório
- Confirme que os rótulos principais estão desambiguados e escritos corretamente.
- Verifique se algum nó gigante é, na verdade, uma colisão de entidades distintas.
- Registre na legenda o recorte temporal, as bases usadas e os filtros aplicados.
- Teste a leitura em escala de cinza: cor não pode ser o único canal de informação.
- Pergunte-se o que mudaria na conclusão se o limiar fosse outro.
Acessibilidade e legibilidade
Use paletas com contraste suficiente, evite depender apenas de matiz para distinguir comunidades e prefira rotular diretamente os nós centrais em vez de recorrer a uma legenda extensa. Ao exportar para impressão, aumente o tamanho da fonte dos rótulos: o que é legível na tela raramente sobrevive ao papel.
O aplicativo traz mais de vinte esquemas de cor, incluindo os sequenciais e divergentes consagrados na literatura científica. A paleta padrão foi calibrada para permanecer distinguível nas formas mais comuns de daltonismo, mas qualquer escolha deve passar pelo teste em escala de cinza antes de ir para a figura final. O esquema selecionado nas configurações se propaga a todos os gráficos do sistema, o que mantém a coerência visual entre as figuras de um mesmo relatório; cada gráfico ainda pode sobrepor o seu próprio esquema quando a comparação exigir.
Da tela para a figura
O botão "Figura completa" abre a pré-visualização do que será exportado. A figura é a tela ampliada, não uma nova renderização: as proporções entre nó, aresta e rótulo que você ajustou permanecem exatamente as mesmas no arquivo. Isso importa porque a alternativa — recalcular tamanhos na exportação — produzia figuras com uma hierarquia tipográfica que não existia na tela.
- A legenda vai junto. Cores, nomes dos grupos e contagem de nós são desenhados dentro do PNG e do SVG, e a mesma tabela de clusters sai nas exportações de dados.
- Os textos da legenda são editáveis. "Grupo 1" e "Grupo 2" são o que o algoritmo sabe dizer; a nomeação interpretativa que a figura de publicação exige é sua. O editor renomeia título, seções e cada item, e o que você escreve vale na tela e na figura. Trocar de paleta, traduzir o gráfico ou recalcular os grupos não apaga essas nomeações.
- O tamanho da legenda é independente. O controle atua apenas sobre a figura exportada, não sobre o painel da tela — um é elemento de publicação, dimensionado para a escala em que será impresso; o outro é ferramenta de trabalho.
Para levar as figuras e os dados subjacentes para fora do aplicativo, veja Relatórios e exportação.
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